Licenciaste-te. E agora? A competência que as empresas querem e a universidade não ensina

O teu CV está pronto. A entrevista de amanhã, não.

O teu CV está pronto. A entrevista de amanhã, não.

Acabaste o curso. Cinco anos de esforço, de exames, de trabalhos em grupo, de noites a estudar. Tens o diploma. Tens o conhecimento. Tens a motivação para começar.

E agora estás sentado numa sala de espera, à tua frente uma porta fechada, do outro lado um recrutador com o teu CV impresso, e na cabeça uma pergunta que ninguém te ensinou a responder: “Fala-me de ti.”

Dois minutos. É o tempo que tens para convencer aquela pessoa de que és o candidato certo para aquela vaga. E a maioria dos recém-licenciados — independentemente do curso, das notas, das experiências — não está preparada para esse momento.

O que as empresas procuram — e raramente encontram

As empresas portuguesas recebem centenas de candidaturas para cada vaga de entrada. Os CVs parecem-se muito: diplomas de universidades conhecidas, médias razoáveis, estágios, algumas experiências extracurriculares.

O que distingue quem fica dos que ficam pelo caminho raramente é o conteúdo do CV. É o que acontece depois do CV — a entrevista, a apresentação, a forma como a pessoa se expressa, como estrutura o pensamento, como comunica com clareza e confiança.

Em estudos sobre os critérios de seleção dos empregadores, as soft skills aparecem consistentemente no topo: comunicação, trabalho em equipa, resolução de problemas, liderança. E dentro das soft skills, a comunicação oral é frequentemente a mais valorizada — e a que mais candidatos falham em demonstrar de forma convincente.

A ironia é que são exactamente estas competências que raramente são desenvolvidas de forma estruturada na universidade.

O momento da entrevista — e todos os momentos que se seguem

A entrevista de emprego é apenas o primeiro momento onde a comunicação decide o teu futuro profissional. Mas há muitos outros que se seguem:

A primeira reunião com a equipa. Como te apresentas? Como te posicionas como alguém que tem algo a contribuir, sem parecer arrogante, e como alguém que ainda tem muito a aprender, sem parecer inseguro?

A primeira apresentação ao cliente ou à direção. Cedo ou tarde, vais ter de apresentar o teu trabalho a uma audiência. A forma como o fazes define em grande medida como és percebido — e como cresces na organização.

As reuniões do dia a dia. Defender uma ideia, fazer uma proposta, discordar de um colega de forma construtiva, pedir feedback — tudo isto é comunicação. E tudo isto influencia a tua progressão profissional de forma que as tuas competências técnicas sozinhas não conseguem.

A rede de contactos. No mercado de trabalho, as oportunidades aparecem frequentemente através de relações. E as relações constroem-se com comunicação — com a capacidade de criar uma conversa genuína, de deixar uma boa impressão, de ser a pessoa que as outras querem ter na rede.

Por que a universidade não resolve isto

Não é uma crítica à universidade — é uma constatação sobre o que o ensino superior foi desenhado para fazer. A universidade prepara para o conhecimento técnico e para o pensamento crítico. Faz isso, em muitos casos, muito bem.

Mas o conhecimento técnico numa área pode ser ensinado em aulas e avaliado em exames. A comunicação oral eficaz — especialmente sob pressão, para audiências diversas, em situações inesperadas — só se desenvolve com prática real.

E a universidade raramente proporciona prática real de comunicação oral. As apresentações académicas são poucas, são avaliadas (o que aumenta a pressão e reduz a disposição para experimentar), e raramente são acompanhadas de feedback específico sobre a comunicação em si.

O que os Toastmasters oferecem a jovens profissionais

O Algarve Toastmasters Club reúne-se todas as quartas-feiras em Faro. Para um recém-licenciado, o clube oferece algo que a universidade não ofereceu: um espaço de prática regular de comunicação oral, com feedback real e num ambiente de apoio genuíno.

Prática sem avaliação. Nas sessões de Toastmasters, não há notas. O objetivo é crescer, não ser julgado. Isso cria um ambiente onde é seguro experimentar, cometer erros e aprender com eles — o oposto do que acontece em contexto académico ou profissional.

Feedback específico e acionável. Cada discurso tem um avaliador que analisa aspectos concretos da comunicação — estrutura, voz, linguagem corporal, impacto. É o tipo de feedback que nunca tiveste na universidade e que raramente receberás nos primeiros anos de trabalho.

Improviso e pensamento em tempo real. O exercício de Table Topics — responder a uma questão inesperada em 1-2 minutos — é um simulacro perfeito da entrevista de emprego, da reunião inesperada, da pergunta que não antecipaste. Quanto mais praticares, mais natural se torna.

Rede de profissionais. O clube inclui profissionais de diversas áreas e níveis de experiência. Para um recém-licenciado, é uma oportunidade de construir relações com pessoas que já percorreram o caminho que está a iniciar — e que podem ser contactos valiosos.

A vantagem que te diferencia desde o início

Num mercado de trabalho competitivo, começar a construir a tua reputação profissional com base numa comunicação forte é uma vantagem que compõe ao longo do tempo. Os profissionais que se destacam mais rapidamente nos primeiros anos de carreira são quase invariavelmente os que comunicam melhor — nas reuniões, nas apresentações, nas conversas informais com a chefia.

Essa competência pode começar a ser desenvolvida agora. Não precisas de esperar ter “experiência suficiente”. Precisas de começar a praticar.

Se acabaste de te licenciar no Algarve ou estás nos primeiros anos de carreira e queres construir desde cedo uma comunicação forte e confiante, vem conhecer o Algarve Toastmasters Club. A primeira sessão é gratuita.

As sessões realizam-se todas as quartas-feiras em Faro. O diploma abre portas — mas a comunicação é o que te faz entrar por elas.

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